Blog Biologia | Prof. Fernando Belan
 
 
 
 
Publicidade
31 Jul
Embaralhando as cartas 19:08
Embaralhando as cartas
Para a composição de nosso genoma, recebemos metade dos genes de nosso pai e a outra metade de nossa mãe. Cada metade representa uma combinação embaralhadas de DNA transmitida a nós por nossos antepassados. Esse processo de recombinação torna difícil estudar as linhagens de descendência, pois cria uma mistura genética de cada um dos ancestrais.

Felizmente para os geneticistas antropológicos, há partes do genoma que são passadas sem recombinações de pai para filho. Nestes segmentos, o código genético sofre variações apenas através eventuais mutações na longa sequência de letras que compõem o nosso DNA.

Quando estas mutações são passadas através das gerações que se tornam marcadores que identificam os descendentes




O cromossomo Y é o cromossomo que determina o sexo nos seres humanos. Enquanto todos os outros cromossomos são encontrados em pares, o Y não faz par com o cromossomo X e,  é este fato que determina os gênero - homens tem um par incompatível (Y e X), enquanto as mulheres têm dois cromossomos X. Devido ao Y não têm um cromossomo correspondente, a maior parte (a região não-recombinante, ou NRY) escapa do processo de recombinação conhecido como crossing-over que ocorre a cada formação de gametas no restante do nosso genoma. Isso permite que o Y passe a ser transmitido através de uma linhagem exclusivamente masculina, sofrendo alterações apenas por eventos de mutação aleatória.


DNA mitocondrial


Se o cromossomo Y traça a linhagem histórica masculina, então o genoma mitocondrial (mtDNA) pode ser considerado o seu homólogo feminino. As mitocôndrias são estruturas autoduplicáveis encontrados no interior das células de todos os organismos eucariontes, presentes em centenas de cópias por célula. Eles são responsáveis pela maior parte da produção de energia utilizada pela célula. Devido não haver mitocôndrias na cabeça do espermatozoide, elas são passadas apenas de mãe para filho. Uma região de particular importância no mtDNA é a região hipervariável (HVR 1 e 2), em que a taxa de mutação é superior a cem vezes mais do que o genoma nuclear. Devido seu tamanho ser muito menor (várias centenas de nucleotídeos contra milhões de nucleotídeos para a Y), a HVR podem ser rapidamente sequenciado para revelar muitas informações mutacionais que foram transmitidos através da linha materna.

Fonte: https://genographic.nationalgeographic.com/science-behind/genetics-overview/ acessado em 22/07/2013
WebRep
 
currentVote
 
 
noRating
noWeight
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Fazer um comentário neste post:

Comentar

Comentários

  • Nenhum comentário até agora. Seja o primeiro a comentar!

Voltar