Blog Biologia | Prof. Fernando Belan
 
 
 
 
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11 Ago
Sabia um pouco mais sobre anomalias congênitas. 08:00
Sabia um pouco mais sobre anomalias congênitas.
Anomalias, defeitos ou malformações congênitas são termos que se referem a problemas de nascença. Congênito significa nascido com o indivíduo. A ciência que estuda o desenvolvimento anormal do embrião e do feto é denominado teratologia.

As anomalias congênitas podem ter causa genética e/ou ambiental, embora em 60% dos casos as razões não sejam exatamente conhecidas.

Vamos comentar alguns dos fatores ambientais que podem provocar anomalias congênitas. Geralmente esses fatores atuam de modo mais grave quando interferem no período embrionário (até a oitava semana de gestação), sendo menos graves no período fetal (da 9ª semana até o nascimento): 

Talidomida: tranquilizante e sedativo amplamente utilizado na década de 1950, antes de se saber dos problemas que poderia causar no feto quando gestantes faziam o uso desse medicamento. Nessa época provocou o que ficou conhecido como epidemia de talidomida: cerca de 12 mil crianças nasceram com defeitos causados por essa droga, que provocava desenvolvimento anormal dos membros, problemas cardíacos e renais.

Tetraciclina: antibiótico que, se ingerido pela gestante, pode provocar no bebê crescimento reduzido dos ossos e manchas nos dentes.

Cocaína: droga ilegal que, se usada pela gestante, pode causar microcefalia (encéfalo pequeno) e anomalias urogenitais no feto, além de distúrbios neurocomportamentais no bebê.

Ácido retinoico (vitamina A): essa vitamina tem efeitos teratogênicos se ingerida em doses elevadas durante a gestação, especialmente da 3ª à 5ª  semana depois da fecundação. Provoca defeitos na face, anomalias cardiovasculares e nos rins do bebê.

Nicotina: induz à constrição nos vasos sanguíneos do útero, reduzindo o suprimento de oxigênio e nutrientes para o embrião e/ou feto. Assim, o bebê pode ter seu desenvolvimento mental prejudicado e nascer com massa abaixo do normal (menos de 2kg), o que é uma das causas de morte neonatal.

Vírus da rubéola: infecções por esse vírus, no primeiro trimestre da gravidez, têm uma chance em seis de provocar catarata, malformações cardíacas ou surdez na criança. Quanto mais cedo essa doença for contraída na gravidez, maior será o risco de malformações no bebê.

Vírus da catapora (varicela): quando contraído durante os quatro primeiros meses de gestação provoca, entre outras anomalias, cicatrizes na pele do bebê, atrofia muscular, dedos pouco desenvolvidos, lesões cerebrais, lesões oculares e retardo mental.

Vírus da AIDS: mães portadoras desse vírus (HIV) podem passá-lo para o bebê através da placenta ou pela amamentação. Esse vírus pode causa anomalias congênitas, como microcefalia e deformações craniofaciais. Além disso, a criança pode desenvolver as doenças que caracterizam a AIDS.

Toxoplasma gondii: protozoário que causa a toxoplasmose. Se essa infecção ocorrer em gestantes, especialmente nos primeiros meses de gravidez, causará ao bebê sérios problemas decorrentes de alterações destrutivas no encéfalo e nos olhos. A toxoplasmose pode ser adquirida principalmente pela ingestão de carne crua ou malcozida, geralmente de porco ou de carneiro, que contenha cistos de toxoplasma. Pode também ser adquirida pelo contato íntimo com animais infectados, especialmente gatos. Acredita-se que o solo e as verduras possam ser contaminados por cistos do Toxoplasma presentes em fezes de gatos infectados; nesse caso os cistos são transportados por moscas e baratas.

Treponema pallidum: bactéria causadora da sífilis, doença sexualemente transmissível. Gestantes contaminadas por essa bactéria podem dar origem a bebês com surdez congênita, dentes e ossos anormais, hidrocefalia e retardo mental.

Como se pode notar, antes da e durante a gestação é fundamental que as mulheres tenham acompanhamento médico e sejam orientadas sobre os cuidados que se devem tomar para evitar prejuízos a si mesmas e ao bebê.




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Comentários

  • Gleice Xavier

    Publicado 32 meses atrás

    muito bom! Gostei.
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