Blog Biologia | Prof. Fernando Belan
 
 
 
 
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31 Jul
Exame de estereofoto 19:18
Exame de estereofoto
Semana passada tive que ficar uma sexta-feira toda à disposição do meu oftalmologista para a realização de alguns exames de rotina. Alguns tinham nomes estranhos que para pessoas menos acostumadas poderiam ser assustadores como: Campimetria computadorizada, Estereofoto de papila e Paquimetria ultrassônica (já aviso para minha mãe que deu tudo certo).

Tirando as horas de espera no consultório, os exames foram rápidos e indolores sendo que o primeiro foi o de campimetria. Muito tenso, muita pressão, pois é preciso colocar a cabeça em uma máquina, com tapa-olhos e um dispositivo nas mãos para apertar quando perceber uma luzinha acesa no fundo branco do aparelho. A princípio parece fácil, mas fiquei morrendo de medo de errar e no diagnóstico sair que estou perdendo a visão periférica.

O exame de estereofoto consiste em simplesmente tirar uma foto da retina para verificar a saúde do nervo óptico, mas para isso é necessário aplicar aquele colírio desagradável que causa da dilatação da pupila e como consequência a visão torna-se embaçada, criando dificuldade de leitura e principalmente evitando a adistração de mexer no celular (instrumento indispensável em consultórios médicos).



Imagem de retina normal


Para entender como o colírio funciona é importante lembrar de alguns conceitos aprendidos nas aulas de biologia (Órgãos dos sentidos – Visão).

Só enxergamos porque os raios de luz são capazes de atravessar vários meios transparentes até chegar à retina (córnea; humor aquoso; cristalino e humor vítreo). A íris, parte colorida dos olhos, tem a função de controlar a entrada dos raios de luz pela pupila (buraquinho preto). Em ambientes claros, a íris está relaxada, bem aparente, e a pupila, por outro lado, está bem reduzida. Já em ambientes escuros, a íris está contraída e a pupila aparece dilatada (midríase).



Anatomia do globo ocular


Lembretes para o vestibular:



Midríase – dilatação da pupila – controlada pelo sistema nervoso simpático; Situações de estresse ou em ambientes escuros;



Miose – contração da pupila – controlada pelo sistema nervoso parassimpático; Situações pós-estresse ou em ambientes claros;


O cristalino é uma lente biconvexa que fica atrás da íris, responsável pela acomodação visual, ou seja, altera o foco dos raios luminosos quando estamos olhando para um objeto longe e voltamos nossa visão para um objeto próximo.

A intenção de se aplicar o colírio nos olhos é para que ocorra a dilatação da pupila permitindo que o aparelho de estereofoto consiga captar a imagem da retina. Os efeitos colaterais disso podem ser: fotofobia, pois em ambientes claros, sua pupila não vai poder contrair; e a incapacidade de enxergar de perto (leitura), pois os músculos que acomodam o cristalino estão paralisados momentaneamente. Esta é a mesma sensação que pessoas acima de 40 anos , ao tentar ler uma revista, percebem que não conseguem mais enxergar como na juventude, sendo necessário a utilização de óculos para vistas cansadas (presbiopia).

Uma maneira bem simples de você visualizar o movimento de sua íris é, diante de uma espelho, posicionar uma luz qualquer (lanterna, flash do celular) direto nos olhos.

Você sabem qual pigmento é responsável pela coloração dos nossos olhos? Comentem! Abraços.

WebRep
 
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